
A Biostation, uma empresa brasileira especializada em tecnologia de identificação e segurança digital, spin-off da DINAMO Networks, especialista em segurança digital e soluções de criptografia, está conduzindo estudos de mercado e viabilidade técnica para a implementação do chamado "Pix por palma da mão" no Brasil, uma solução que utiliza biometria vascular para autenticação de pagamentos e que pode redefinir a experiência de consumo no varejo físico. A iniciativa aparece em um cenário em que mais de 80% das transações bancárias no Brasil já são realizadas por canais digitais, segundo a Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária, e considerando, ainda, que o país ainda convive com desafios como o alto índice de roubo de celulares, com cerca de 39 milhões de pessoas desconectadas e com limitações em biometria tradicional, o que, segundo o time de P&D da empresa, que conduz o estudo, impulsiona a busca por plataformas de pagamento mais seguras e acessíveis e amplia o uso da biometria nacionalmente.
O projeto acompanha a evolução do ecossistema de pagamentos instantâneos no país, que já se consolidou como um dos mais avançados do mundo. Agora, a proposta é dar um novo passo ao eliminar a necessidade de dispositivos como smartphones no momento da transação, substituindo-os por uma autenticação diretamente vinculada ao corpo do usuário. Como parte desse movimento, a Biostation reforça sua aposta na tecnologia e está destinando aproximadamente 70% do faturamento para manter uma estrutura dedicada de P&D ao desenvolvimento e implantação do Pix por palma no país.
A tecnologia se baseia na leitura do padrão de veias da palma da mão por sensores infravermelhos, capazes de capturar milhares de pontos únicos e convertê-los em uma assinatura criptográfica. Esse processo permite validar a identidade do usuário de forma rápida e segura, sem armazenamento de imagens sensíveis ou exposição de dados pessoais. Na prática, o pagamento ocorre em poucos segundos: o valor é inserido no terminal, o cliente aproxima a mão do sensor e a transação é autorizada após a validação biométrica. A proposta é transformar o checkout em uma etapa fluida e integrada à jornada de compra, reduzindo fricções operacionais e filas no varejo.
A plataforma Biostation já opera de forma independente de fabricantes do sensor biométrico, permitindo integração com múltiplos dispositivos e tecnologias disponíveis. A empresa mantém autonomia para selecionar, negociar ou substituir fornecedores ao longo do tempo, sem comprometer sua base biométrica ou sua inteligência de dados.
Essa iniciativa responde a desafios relevantes do mercado brasileiro. Com a crescente digitalização dos serviços financeiros e o aumento de ocorrências relacionadas ao roubo de celulares, a possibilidade de realizar transações sem depender de dispositivos móveis surge como uma alternativa mais segura para o consumidor. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que o roubo de celulares segue entre os crimes mais recorrentes no país, impactando diretamente o comportamento financeiro da população.
Outro ponto central é o potencial de inclusão. A biometria palmar utiliza características internas e estáveis ao longo da vida, o que permite contornar limitações de métodos tradicionais, como a leitura de impressões digitais, muitas vezes comprometidas por idade ou atividades manuais intensas. Esse avanço é especialmente relevante em um país onde, apesar do avanço da conectividade — com 89,1% da população já usuária de internet —, 10,9% dos brasileiros com 10 anos ou mais ainda permaneciam desconectados em 2024, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Além disso, embora a biometria já seja amplamente adotada, com cerca de 82% dos brasileiros utilizando algum tipo de autenticação biométrica, segundo levantamento do setor, ainda há limitações importantes. Estudos indicam falhas recorrentes em tecnologias como reconhecimento facial, com taxas de erro mais elevadas em determinados contextos e grupos, além de preocupações crescentes dos usuários com privacidade e confiabilidade desses sistemas.
A Biostation também avalia a integração da tecnologia com infraestruturas avançadas de segurança, como blockchain, permitindo que cada transação seja validada por uma assinatura criptográfica única, sem circulação de dados sensíveis. O modelo segue princípios modernos de segurança digital e reduz significativamente as superfícies de ataque.
"Buscamos desenvolver uma nova camada de confiança para o sistema financeiro. Quando a autenticação passa a estar vinculada diretamente à identidade biológica do usuário, eliminamos dependências externas e elevamos o padrão de segurança de toda a operação", comenta Leonardo de Araújo, CEO da Biostation.
Segundo o executivo, o avanço da biometria palmar deve acompanhar o ritmo de adoção observado em outras inovações recentes no país. "O Brasil já demonstrou capacidade de absorver rapidamente novas tecnologias de pagamento. O Pix por palma tem potencial para seguir essa mesma trajetória, ao combinar conveniência, segurança e inclusão em uma única solução", acrescenta.
Leonardo explica que a movimentação da Biostation ocorre em linha com tendências internacionais, segundo o que o time de P&D da empresa observa em viagens e pesquisas de imersão que realiza periodicamente, em que soluções de "pay by palm" começam a ser testadas em ambientes de varejo e mobilidade. "No Brasil, a combinação entre a infraestrutura do Pix e a maturidade do consumidor digital cria um ambiente favorável para a adoção desse novo modelo. Com os estudos em andamento, a expectativa é que a tecnologia avance para fases de teste em ambientes reais ao longo dos próximos meses, abrindo caminho para uma nova etapa na evolução dos pagamentos no país, em que o próprio corpo do usuário passa a ser a principal chave de acesso ao sistema financeiro", finaliza ele.
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