
Visando à capacitação dos servidores que atuam no controle de pragas que afetam a fruticultura, a Agência de Defesa Agropecuária (Adapec) participa de um curso de procedimentos para prevenção, vigilância e controle da monilíase do cacaueiro, no município de Riachão das Neves/BA.
A qualificação, promovida pela Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), teve início nessa terça-feira, 7, e segue até quinta-feira, 9, com aulas teóricas e práticas.
O diretor de Defesa, Inspeção e Sanidade Vegetal da Adapec, Alex Sandro Arruda Farias, destaca que o Tocantins é área livre da praga e que a Agência já mantém, há alguns anos, parceria com a Adab em diversas áreas, especialmente na fruticultura. “Nossa participação neste curso tem o objetivo de fortalecer as ações de capacitação e integração entre as duas instituições, visando o controle fitossanitário de pragas que possam afetar a fruticultura, uma vez que os dois estados fazem divisa”, pontuou.
O curso aborda temáticas relevantes para o controle de pragas nas culturas de cacau e cupuaçu, como: monilíase do cacaueiro; vigilância fitossanitária (levantamento de detecção e inspeção de viveiros); comércio de amêndoas e outros produtos; fiscalização do trânsito de cacau e cupuaçu; biossegurança; coleta e envio de amostras; educação sanitária e comunicação; avaliação de risco; notificação de suspeita e emergência fitossanitária; além de aulas práticas.
A coordenadora do Programa Fitossanitário de Prevenção à Monilíase da Adab, Catarina Cotrim de Mattos Sobrinho, ressaltou que a cultura do cacau vem se expandindo nos últimos anos para outras regiões do país, o que exige investimento em capacitação para prevenção, vigilância e controle da praga. “O Tocantins é um corredor fitossanitário importante, funcionando como uma zona de proteção para a Bahia no controle de pragas. Por isso, essa parceria e integração com a Adapec são fundamentais e estratégicas para esta região, que é uma das maiores produtoras de cacau do país”, explicou.
Monilíase do cacaueiro
É uma doença causada por fungos que atacam as culturas de cacau e cupuaçu. A praga está presente nos estados do Acre e Amazonas e causa grandes prejuízos econômicos. Afeta os frutos em todas as fases, especialmente durante a formação.
Os principais sintomas são manchas amarelas ou verdes que, após 45 dias evoluem para lesões necróticas de coloração marrom-escura e, posteriormente, apresentam um pó branco, responsável pela disseminação da doença.
A melhor forma de prevenção é adquirir mudas apenas de viveiros registrados no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com emissão de nota fiscal e termo de conformidade.
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