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Prevenção da hipertensão ganha destaque em 26 de abril
Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão, celebrado em 26 de abril, reforça a importância do diagnóstico precoce, do monitoramento domicil...
24/04/2026 16h40
Por: Redação Fonte: Agência Dino

Celebrado em 26 de abril, o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial chama a atenção para uma das doenças crônicas mais prevalentes no Brasil e suas complicações associadas, como a fibrilação atrial — a arritmia cardíaca mais comum na prática clínica. A hipertensão é considerada um dos principais fatores de risco para infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e mortalidade precoce, conforme descrito na última Diretriz Brasileira de Hipertensão, publicada em 2025.

Caracterizada pelo aumento persistente da pressão arterial, a doença está associada ao enrijecimento das paredes das artérias, processo que pode evoluir de forma silenciosa por anos. Entre os principais fatores de risco estão predisposição genética, alimentação rica em sódio, obesidade, sedentarismo e consumo excessivo de álcool.

Dados do Ministério da Saúde indicam alta prevalência de hipertensão entre a população adulta, condição relacionada a complicações como insuficiência cardíaca, doença renal crônica e arritmias. Segundo a médica Cecília Barroso, membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e consultora da Omron Healthcare Brasil, o impacto da hipertensão vai além dos níveis elevados de pressão. "A hipertensão sobrecarrega o sistema cardiovascular ao longo do tempo e favorece o remodelamento do coração, criando um ambiente propício para o surgimento de arritmias, como a fibrilação atrial", afirma.

De acordo com a última Diretriz Brasileira de Fibrilação Atrial, publicada pela SBC, a fibrilação atrial é a forma mais frequente de arritmia, afetando milhões de pessoas e aumentando significativamente os riscos de AVC e mortalidade. Entre os fatores de risco para o seu desenvolvimento, a hipertensão arterial se destaca como um dos mais relevantes.

Monitoramento como estratégia de prevenção

Ainda de acordo com a Diretriz Brasileira de Hipertensão e com as informações do próprio Ministério da Saúde disponibilizadas sobre o tema, o diagnóstico precoce e o controle contínuo da pressão arterial são considerados medidas essenciais para reduzir o risco de complicações cardiovasculares e alterações no ritmo cardíaco. Nesse contexto, o monitoramento regular da pressão — inclusive com o uso de aparelhos de uso domiciliar — contribui para o acompanhamento da hipertensão, maior adesão ao tratamento e identificação de padrões de medida que podem auxiliar na conduta médica.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), entre as medidas recomendadas estão alimentação equilibrada, redução do consumo de sal, prática regular de atividade física, controle do estresse e evitar o consumo excessivo de álcool e o tabagismo.

A Omron Healthcare é reconhecida internacionalmente por sua atuação na área de medidores de pressão arterial e soluções de monitorização da saúde. No Brasil, a empresa desenvolve iniciativas voltadas ao apoio de pacientes hipertensos e ao aprimoramento do acompanhamento da pressão arterial, com portfólio de equipamentos em conformidade com requisitos de órgãos reguladores, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). A atuação inclui parcerias com sociedades médicas — como a Sociedade Brasileira de Cardiologia e a Sociedade Brasileira de Hipertensão Arterial —, instituições hospitalares e apoio a estudos clínicos no país, com foco no fortalecimento de estratégias de prevenção e manejo das doenças cardiovasculares.

"Hipertensão e fibrilação atrial muitas vezes são silenciosas, mas elevam o risco de AVC e outras complicações graves, o que reforça a importância do monitoramento e do acompanhamento médico contínuo", detalha Fernanda Villalobos, diretora-geral da Omron Healthcare no Brasil.

Crescimento dos casos no Brasil e no mundo

A fibrilação atrial é a arritmia sustentada mais comum na prática clínica, com maior incidência em pessoas acima dos 55 anos. Com o envelhecimento da população, projeções indicam aumento expressivo da condição nas próximas décadas, de acordo com estudos de epidemiologia global da fibrilação atrial.

Levantamentos indicam que há mais de 33 milhões de pessoas no mundo afetadas pela Fibrilação Atrial. "Os dados reforçam a necessidade de atenção contínua à saúde cardiovascular, especialmente em datas como o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão, que lembram a importância do diagnóstico, do controle da pressão e do acompanhamento médico regular", finaliza Cecília Barroso.