Uma ocorrência atendida pela Guarda Metropolitana de Palmas (GMP) na noite desta quinta-feira, 12, na região norte da capital, terminou gerando críticas à atuação do Conselho Tutelar após a demora no atendimento a um caso que envolvia uma criança em possível situação de vulnerabilidade.
De acordo com informações da Guarda Metropolitana, a equipe da viatura 130 realizava patrulhamento preventivo pela Avenida Palmas Brasil Norte quando foi abordada por populares que relataram a presença de uma mulher em surto psicótico acompanhada de uma criança pequena. Segundo os relatos, a situação estaria causando preocupação entre moradores e comerciantes da região.
Ao chegarem ao local, os agentes constataram que a mulher apresentava sinais de descontrole emocional e não demonstrava condições de permanecer responsável pela criança naquele momento.
Durante a abordagem, um funcionário de um estabelecimento comercial próximo informou à equipe que a mulher havia consumido no local e saído sem pagar a conta.
Diante da situação, a Guarda Metropolitana acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) às 20h25 para prestar atendimento à mulher, que apresentava um possível surto psicótico. Paralelamente, o Conselho Tutelar foi acionado para acompanhar o caso da criança e adotar as medidas de proteção necessárias.
Para dar suporte à ocorrência, a viatura 119, do coordenador de área da GMP, também foi deslocada para auxiliar nas medidas adotadas pela equipe.
Após os primeiros atendimentos realizados pelo Samu, a mulher foi encaminhada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da região norte, levando também a criança. As equipes da Guarda Metropolitana acompanharam o deslocamento até a unidade de saúde para garantir o atendimento e a segurança da ocorrência.
Apesar do acionamento ainda no início da ocorrência, os conselheiros tutelares de plantão chegaram à UPA apenas por volta das 21h45, cerca de uma hora e vinte minutos após serem chamados.
A demora gerou críticas entre os agentes que atuavam na ocorrência e também entre pessoas que acompanharam a situação, já que o caso envolvia uma criança em possível situação de risco e dependia da atuação do Conselho Tutelar para os encaminhamentos legais.
A ocorrência foi encerrada apenas após a chegada dos conselheiros tutelares na unidade de saúde, quando passaram a ser adotadas as providências cabíveis em relação à criança. A situação também causou transtornos momentâneos na região onde o caso foi registrado, chamando a atenção de moradores e comerciantes.